SINTTEL-GO sedia a 22ª edição do Café Seguro do TRT-GO
Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, sindicato e trabalhadores se reuniram na sede da entidade para debater prevenção de acidentes e saúde mental no setor de telecomunicações.
Na manhã desta segunda-feira (28), a sede do SINTTEL-GO recebeu a 22ª edição do Café Seguro, projeto do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás ligado ao Programa Trabalho Seguro. Magistrados, representantes do MPT-GO, dirigentes sindicais e trabalhadores de rede e de call center dividiram a mesma sala para tratar de uma preocupação que acompanha a categoria todos os dias: voltar para casa inteiro e com saúde ao fim da jornada.
O convite
O SINTTEL-GO convidou a categoria e as instituições parceiras para o Café Seguro, promovido com o Programa Trabalho Seguro do TRT-18 e apoio do MPT.
- 📅 Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
- 🕗 A partir das 8h, com café da manhã
- 📍 Av. Circular, nº 768, Setor Pedro Ludovico, Goiânia
Prevenção antes do acidente
Na abertura, o desembargador Luciano Santana Crispim, gestor regional do Programa Trabalho Seguro, defendeu que a prevenção faça parte da rotina das empresas e envolva trabalhadores e sindicatos. Ele lembrou que a atualização da NR-1 passou a exigir atenção também aos riscos psicossociais, como sobrecarga, assédio e falta de suporte.
Para o desembargador, informação, treinamento, condições adequadas de trabalho e canais abertos para comunicar riscos são indispensáveis para evitar acidentes e adoecimentos.
Nenhum resultado vale uma vida.
Desembargador Luciano Santana Crispim, gestor regional do Programa Trabalho Seguro
A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Goiás, Milena Cristina Costa, disse que o MPT acompanha com preocupação a saúde e a segurança no setor de telecomunicações. Segundo ela, o volume de inquéritos sobre acidentes de trabalho em andamento mostra que as instituições precisam atuar juntas.
A voz da categoria
O presidente do SINTTEL-GO, Alessandro Torres da Mota, tem 26 anos de atuação no setor. Ele afirmou que segurança se constrói com medidas preventivas e treinamento de verdade, para que cada profissional termine o dia em casa com a família. Alessandro destacou o trabalho do sindicato junto à Anatel e ao Ministério do Trabalho e Emprego e agradeceu ao TRT-GO por levar o projeto à sede da entidade.
A suplente de diretoria e trabalhadora de call center Érica Batista da Silva trouxe a realidade da base. Ela relatou que o adoecimento mental está entre as principais causas de afastamento no teleatendimento, por causa da pressão constante no contato com o cliente. Érica também lembrou os riscos de quem trabalha em rede, como os choques elétricos, e defendeu capacitação sobre o uso correto dos equipamentos de proteção individual.
Os riscos de quem mantém Goiás conectado
O advogado Raphael de Oliveira e Silva, da assessoria jurídica do SINTTEL-GO, apresentou a palestra “Segurança no trabalho em telecomunicações: prevenção de acidentes e responsabilidade do empregador”. Ele mostrou como a fragmentação do mercado e o avanço da informalidade levam trabalhadores a executar atividades de risco sem treinamento, sem EPI, sem identificação e sem fiscalização. A expansão da internet, defendeu, não pode custar a saúde de quem sobe no poste para instalá-la.
Quando o trabalho também adoece
A psicóloga do TRT-GO Marina Cançado tratou dos efeitos da aceleração do mundo do trabalho sobre a saúde mental: sobrecarga, hiperconexão, monitoramento constante e a dificuldade de se desligar depois do expediente. Para ela, o sofrimento psíquico no trabalho não pode ser tratado como problema individual. A saída passa pelo coletivo, com apoio entre colegas, escuta e redes de proteção contra o isolamento e o assédio.
O café da manhã na sede
Antes das falas, participantes se encontraram no saguão do SINTTEL-GO.Encerramento
Ao final, o desembargador Luciano Crispim e a juíza Fabíola Evangelista, gestora do Programa Trabalho Seguro, entregaram certificados aos palestrantes e ao presidente do SINTTEL-GO, e os participantes receberam kits do programa. O encontro contou ainda com o presidente da UGT-Goiás, Manoel do Bomfim Dias Sales, e com servidores e dirigentes do TRT-GO.
Para o SINTTEL-GO, receber o Café Seguro reforça uma bandeira permanente: nenhum sinal de internet, nenhuma meta e nenhum resultado vale mais que a vida e a saúde do trabalhador.
Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social do TRT-GO. Leia também a matéria publicada pelo TRT-GO.
