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Meirelles descarta fatiamento da reforma da Previdência

Para o ministro da Fazenda, a economia brasileira está avançando "em um ritmo sólido"
Apesar de líderes da base governista já considerarem o fatiamento da reforma da Previdência inevitável, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, descartou essa possibilidade. “A princípio, a nossa ideia é trabalhar para a aprovação do projeto como aprovado pela comissão especial no relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA)”, disse o chefe da equipe econômica, após participar do encontro do presidente Michel Temer com empresários e representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (12/09).
 Para Meirelles, a economia brasileira está avançando “em um ritmo sólido”, e a aprovação de propostas do Executivo no Congresso Nacional, como a reforma trabalhista, o teto dos gastos públicos e “uma série de outros projetos como duplicada eletrônica na mesma direção”, mostram que o governo continua trabalhando para a recuperação econômica do país. “Agora temos uma votação da maior importância que é a questão da reforma da Previdência. Não há duvida que esse é um ponto fundamental e que todos devemos estar com  atenção concentrada nisso porque isso de fato será importantíssimo para a economia brasileira neste e nos próximos anos”, acrescentou.
“Viés de alta”
Meirelles minimizou a crise política e destacou que a economia está se recuperando após a forte recessão que abalou o país nos últimos anos. Segundo ele, a previsão do governo de crescimento para este ano, de 0,5%, está com “viés de alta” e, em breve, será revisada para cima. “Não temos o novo número ainda, estamos revisando”, disse ele, acrescentando que a nova previsão deverá ser divulgada “em breve”.
No próximo dia 22, o governo divulgará o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas de 2017, e, certamente, os novos parâmetros macroeconômicos para o ano. E, graças à aprovação do projeto de lei que altera as metas fiscais deste ano e do próximo para um deficit de R$ 159 bilhões nas contas do governo federal, será possível que a equipe econômica anuncie o descontingenciamento de cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 45 bilhões que estão bloqueados no Orçamento deste ano.
Meirelles destacou ainda que a recuperação da economia está se mostrando nos números. “O que é importante na economia cada vez mais é olharmos os dados e os números. É ver o que os números estão dizendo e não ficarmos presos a demais questões ou opiniões. E eles estão dizendo, seja a queda de juros, seja a queda do dólar, seja o número recorde da bolsa de valores, tudo isso mostra que os mercados estão acreditando no desempenho da economia brasileira. De outro lado, vemos também os índices de crescimento de produção também aumentando de forma consistente. O emprego esta aumentando e isso fala por si”, resumiu. “Uma das coisas que eu acho que é muito importante como mensagem é que não adianta lutar contra os números. Eles mostram que país está trabalhando, está crescendo e as instituições estão funcionando e isso é que é importante”, emendou.
 
Propostas
Durante o evento com cerca de 200 pessoas, vários ministros, representantes dos trabalhadores e da indústria se alternaram no microfone. Temer, ao final, afirmou que essa é a marca de seu governo, o do diálogo, onde todos ouvem o governo, mas também podem falar. O chefe do Executivo recebeu das entidades de classe um documento com sete propostas para acelerar a criação de emprego: elevar as concessões de crédito de bancos públicos, retomar as obras públicas paralisadas, rever as normas do seguro desemprego, desburocratizar e destravar os investimentos na área de petróleo e gás.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também reforçou que o país saiu da recessão e destacou o fato de a injeção dos mais de R$ 45 bilhões de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que foram injetados na economia. Ele lembrou que mais R$ 15 bilhões devem ser injetados com a liberação do PIS-Pasep nos próximos dias. Temer afirmou que esse valor pode chegar a R$ 17 bilhões com a ampliação dos beneficiados com menos de 70 anos, sendo 65 para homens e 62 para mulheres.  Oliveira sugeriu a criação de uma comissão ministerial para fomentar o crescimento e a geração do emprego e Temer elogiou a sugestão sugeriu a integração dos representantes da sociedade, algo que já existe que é o Conselhão.
O presidente também minimizou as denúncias e fez questão de destacar o nível recorde alcançado ontem pela Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, rompendo a barreira de 74 mil pontos.  “Nunca alcançamos o índice de ontem, portanto, isso indica a pujança da economia e o otimismo, a segurança que o país esta crescendo”, afirmou Temer, que partiu rumo ao Palácio do Alvorada para um almoço com os participantes do evento.
Fonte: Correio Braziliense

Cartão de crédito é mais usado para comprar comida e remédio, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros usa  o cartão de crédito em supermercados (62%) e em farmácias (49%), segundo o indicador de uso do crédito do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). A terceira maior utilização é para abastecer o veículos (30%), seguido da aquisição de roupas, calçados e acessórios (29%), idas a bares e restaurantes (28%) e recargas para celular pré-pago (20%).
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, informou, por meio de nota, que as compras em supermercados são principalmente de mantimentos. Kawauti fez um alerta para que o consumir fique atento, a fim de evitar juros elevados.
“Independentemente do tipo de aquisição, o cartão pode ser um aliado do orçamento e não, necessariamente, um vilão. Tudo depende da maturidade e do grau de organização do seu usuário. Se ele não pagar a fatura integral e acabar optando pelo rotativo ou parcelamento, vai arcar com uma taxa de juros que pode chegar até a 500%, em média”.
O valor médio das faturas em julho atingiu R$ 883 e mais de um terço dos consumidores (39%) gastaram mais nesse período. Um total de 33% dos consultados declararam ter mantido o valor estável e apenas 24% indicaram uma redução.
O levantamento indicou comportamento mais seletivo dos estabelecimentos comerciais, porque, em 61% dos casos em que o consumidor tentou fazer compras parceladas, o acesso foi negado. Entre os principais motivos, estão a inadimplência (9%), renda insuficiente (3%) e falta de comprovante de renda (3%).
Ainda assim, as compras parceladas foram feitas principalmente por cartão de crédito (37%), seguido pelo sistema do cartão de lojas (13%). Entre os consultados, 6% citaram ter entrado no limite do cheque especial. Outros 4% indicaram ter feito empréstimos, e o mesmo percentual informou ter recorrido a financiamentos (4%). Mais da metade das pessoas sondadas (58%) disseram que não fizeram compras e nem empréstimos neste período.
Para 40% dos entrevistados, está difícil ou muito difícil conseguir empréstimos e financiamentos. Apenas 18% avaliaram ser fácil ou muito fácil, sendo que 21% ficaram neutros. Entre os que obtiveram empréstimos, 34% admitiram ter atrasado parcelas em algum momento e 19% contaram que estão com parcelas pendentes de pagamento.
Fonte: Agência Brasil

MP da reforma trabalhista adota teto do INSS para cálculo de indenizações

Governo federal prepara ajustes na nova legislação do trabalho, que entra em vigor em novembro, para reforçar o que já está previsto em leis, como as restrições à contratação de autônomos
Brasília - O teto das indenizações determinadas pela Justiça do Trabalho por danos morais a favor dos trabalhadores poderá chegar no máximo a R$ 276 mil, com base em 50 vezes o maior benefício previdenciário mensal pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional), de R$ 5.531,31.
Haverá também restrições à contratação de autônomos pelas empresas. Somente será permitida a profissões que possam firmar esse tipo de prestação de serviços, com base em leis federais cujos textos autorizam até contratos de exclusividade, a exemplo de representante comercial e caminhoneiro.
O DCI apurou que essas são duas das oito alterações da reforma trabalhista que serão inseridas em medida provisória a ser editada pelo governo para modificar dispositivos da reforma trabalhista, cujo texto passa a entrar em vigor a partir do próximo dia 11 de novembro.
Outra alteração obrigará o empregador a efetuar o recolhimento das contribuições previdenciárias e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e fornecer ao empregado um comprovante do cumprimento dessas obrigações. As sugestões ao texto da MP, que estão sob a análise da Casa Civil e do Ministério do Trabalho, foram elaboradas pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e pelo relator da matéria na Câmara, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).
Superindenizações
A alteração do teto das indenizações por danos morais, também chamadas de extrapatrimoniais, contou com apoio de Jucá e Marinho. No texto sancionado, está previsto que o limite das indenizações era o equivalente a 50 salários contratuais. Ou seja, se um trabalhador ganhasse R$ 2.000,00, só poderia receber indenização de até R$ 100 mil.
Marinho apoiou a alteração, de acordo com texto enviado por sua assessoria. "O importante é a existência de parâmetros para o dano extrapatrimonial. O teto do RGPS [Regime Geral da Previdência Social] pode ser um bom parâmetro. Inclusive já utilizamos em outros dispositivos da lei. O que não é factível é permanecer sem um parâmetro", disse.
Para o advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga, conselheiro da seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, a fixação de teto para indenizações por danos morais pode levar à interpretação de que está sendo tolhida a autoridade do magistrado. O principal propósito é coibir superindenizações.
"O que acontece na prática é fixação de valores sem o menor critério ", comentou Veiga. Citou o caso de empresa condenada a pagar R$ 1 milhão porque o trabalhador teve roubados pertences que estavam em um armário. "O Tribunal Superior do Trabalho tem analisado com cautela e prudência as indenizações astronômicas, como o roubo dos pertences, baixando para R$ 50 mil."
Contestações
O Ministério Público do Trabalho considera a reforma trabalhista (MPT) inconstitucional. No caso dos autônomos, critica a permissão na nova lei.
"É o que ocorre com a proposição legislativa em análise, que visa afastar a relação de emprego pela mera formalização de contrato de trabalho autônomo, desconsiderando a desigualdade material entre as partes, que vicia as declarações de vontade, mesmo quando presentes os requisitos da relação de emprego." Quanto ao limite de indenização por danos morais, o MPT afirma na mesma nota que a reforma trabalhista busca tarifar o dano moral. Isso já foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar ação sobre a Lei de Imprensa.
Ajustes
As reivindicações da base foram atendidas e o texto passou sem alterações, evitando o retorno à Câmara. Aprovado no dia 12/7, a maior modificação nos 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi sancionada pelo presidente Michel Temer no dia seguinte.
Entre os ajustes combinados por governo e parlamentares, está o que se refere à jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, que só pode ser estipulada mediante acordo coletivo. Haverá ainda alterações para reforçar que a comissão de empregados não poderá substituir sindicatos.
Também será vedado trabalho em local insalubre de lactantes e gestantes independentemente do grau de insalubridade, exceto por médico do trabalho. E a definição do local insalubre e prorrogação de jornada de trabalho e sua caixa só poderão ser decididas por acordo coletivo da categoria. Já o empregado efetivo terá quarentena de 18 meses para migrar do contrato determinado para o contrato de trabalho intermitente, com jornada variável. Também haverá o fim da multa de 50% no caso de falta do trabalhador.
Fonte: FENACON

Copom se reúne nesta quarta, e analistas preveem que juro deve cair para 8,25%

Com o nível de atividade ainda se recuperando, expectativa é que BC baixe taxa Selic a menor patamar dos últimos 4 anos. Com medida, rendimento da poupança deve cair a partir desta quinta
Com a economia ainda em recuperação e a inflação atingindo níveis cada vez mais baixos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta-feira (6) para definir a taxa básica de juros da economia. A expectativa dos analistas é que a Selic será reduzida dos atuais 9,25% para 8,25% ao ano.
>> Entenda mais abaixo como a medida afeta o rendimento da poupança
A decisão do BC será anunciada por volta das 18h desta quarta, após o fechamento do mercado financeiro. A expectativa da maior parte dos analistas dos bancos consta de pesquisa realizada na semana passasda pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
Se confirmada essa previsão, será o oitavo corte consecutivo na Selic, o que levará a taxa ao menor patamar desde julho de 2013.
A estimativa dos analistas é que o juro continue a recuar nos próximos meses, chegando a 7,25% ao final deste ano, mas avançando para 7,5% em 2018.
 
Sistema de metas
A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2017 e para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, de modo que o IPCA pode variar sem o objetivo ser formalmente descumprido.
Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito freiar o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.
Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo agora.
Em razão do fraco nível de atividade, a inflação tem registrados níveis mais baixos neste ano. De janeiro a julho, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 1,43%, bem abaixo dos 4,96% registrados em igual período do ano passado.
Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 3,38%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.
Rendimento da poupança
Com o recuo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança também deve ficar menor a partir desta quinta (7).
Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança quando a Selic ficar abaixo de 8,5%.
Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.
Se o juro básico da economia recuar para 8,25% ao ano, a partir desta quinta a regra de corte de rendimentos começaria a valer e a correção da poupança passaria a ser de 70% desse valor - o equivalente a 5,77%, mais Taxa Referencial.
O rendimento da poupança pode ficar ainda menor caso o Copom promova novos cortes na Selic nos próximos meses - analistas consultados pelo BC estimam que os juros básicos terminem 2017 em 7,25% ao ano.
No fim do ano passado, dado mais recente, o país tinha mais de 148 milhões de contas poupança ativas, que concentravam R$ 658 bilhões. Em julho deste ano, o valor já havia subido para R$ 681 bilhões.
Por que a regra mudou?
Desde 1991, a poupança rende, ao menos, 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial, com exceção de um período entre maio de 2012 e julho de 2013, quando os juros básicos da economia também ficaram abaixo de 8,5% ao ano.
A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores.
Se isso acontecesse, um dos prejudicados seria o governo, que teria dificuldades para fazer a chamada "rolagem" da dívida pública, ou seja, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para pagar os papéis que estão vencendo.
Com rendimento maior, a poupança poderia atrair os recursos de grandes investidores, que deixariam de comprar os títulos públicos.
Fonte: G1

Mercado prevê menos inflação e crescimento maior do PIB para 2017 e 2018

Analistas de instituições financeiras passaram a prever queda maior dos juros neste ano, que deve atingir mínima histórica anual de 7%. Estimativas foram divulgadas no relatório Focus.
Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente a estimativa para o crescimento da economia neste ano, passando a prever um comportamento melhor da inflação e também uma queda mais forte da taxa de juros em 2017.
As previsões foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (11) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.
De acordo com o levantamento do BC, a inflação deste ano deve ficar, na média, em 3,14%. No relatório anterior, feito com base nas previsões coletadas pelo Banco Central na semana retrasada, os economistas estimavam que a inflação ficaria em 3,38%.
A nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.
Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,18% para 4,15% na última semana. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.
PIB e juros
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro elevou sua estimativa de crescimento de 0,50% para 0,60% na semana passada. Foi a terceira alta consecutiva.
Para 2018, os economistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de expansão da economia de 2% para 2,10%.
As estimativas de crescimento começaram a subir com mais intensidade após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano – que avançou 0,2% contra os três primeiros meses deste ano.
O mercado financeiro também baixou sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 7,25% para 7% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.
Ou seja, os analistas continuaram estimando uma redução dos juros neste ano. Se o patamar previsto de 7% ao ano for atingido no fim de 2017, esse será o menor nível já registrado (até então a menor taxa era de 7,25% ao ano).
Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic recuou de 7,5% para 7,25% ao ano. Com isso, eles seguem prevendo que os juros deverão subir um pouco no ano que vem.
Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 permaneceu em R$ 3,20. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável, em R$ 3,35.
A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, subiu de US$ 61,3 bilhões para US$ 61,5 bilhões de resultado positivo.
Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 48 bilhões para US$ 49 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 75 bilhões.
Fonte: G1

Metade das mulheres perde emprego após licença-maternidade

Metade das mulheres que tiram licença-maternidade não está mais no emprego um ano após o início do benefício. É o que mostra estudo da FGV EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas).
 "Fizemos uma trajetória do emprego entre as mulheres de 25 a 35 anos que tiraram licença-maternidade entre 2009 e 2012 e constatamos que, um ano após o início da licença, 48% delas estavam fora do mercado de trabalho", diz a professora da FGV EPGE Cecilia Machado, autora de estudo sobre o tema com Valdemar Neto, aluno de doutorado da instituição.
 No total 247,5 mil mulheres tiraram licença-maternidade no período. Desse grupo, 5% tiveram o desligamento do emprego no quinto mês após a licença, e 15%, no sexto.
 Após quatro meses de licença, as mães têm direito a um mês de estabilidade no emprego, o que pode explicar o baixo percentual de desligamento no quinto.
 Segundo a professora, até o quinto mês a iniciativa para a saída do emprego é da trabalhadora. A partir do sexto mês, o principal motivo é a dispensa sem justa causa por iniciativa do empregador.
 "Não significa que todas essas mulheres estão sendo demitidas devido à licença-maternidade. Pode ter também um percentual de trabalhadoras que fizeram acordo para terem acesso à seguridade social, como o FGTS".
 Ela lembra que em muitos casos as mulheres não retornam às suas atividades porque não têm com quem deixar os filhos pequenos.
 O percentual próximo a 50% de mulheres que ficam sem emprego após a licença-maternidade se mantém estável quando se olha para dois e três anos do início do benefício.
 A pesquisa mostra ainda que a queda no emprego é menor para quem tem mais escolaridade. A taxa de desligamento após a licença para mulheres com mais que o ensino médio é de 35%.
 
"Duas forças podem explicar isso. A primeira é que o investimento que a firma faz em trabalhadoras mais qualificadas é maior e a empresa não quer perder isso", diz Machado. Consequentemente, a mãe, com salário mais alto, consegue delegar os cuidados com a criança.
 Fonte: Folha de SP

Consumo deve sustentar alta do PIB em 2018

Queda da inflação e recuperação da renda devem elevar gastos das famílias, mas patamar pré-crise levará tempo para ser retomado
Ajudado pela queda da inflação e dos juros e pela redução do desemprego e da inadimplência, o consumo das famílias, ainda que em ritmo gradual, deve avançar e sustentar o crescimento da economia neste ano e no próximo.
A virada do consumo começou a ser registrada no segundo trimestre. Entre abril e junho, o consumo das famílias voltou para o terreno positivo, depois de dois anos de queda. O avanço de 1,4% do consumo garantiu o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, segundo os dados do IBGE.
As projeções dos economistas para o consumo das famílias para este ano giram em torno 0,7% de alta. Nas contas do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, 70% do crescimento do PIB, projetado também em 0,7% para 2017, virá do consumo. Para 2018, a expectativa da consultoria é que o consumo das famílias avance 2,8% e represente 60% do crescimento do PIB, estimado em 3%. “O consumo responderá mais no ano que vem, quando o mercado de trabalho será mais robusto e a evolução real da massa de renda, de fato, começar a crescer”, afirma o economista.
Parte inferior do formulário
Mas, mesmo com o crescimento, ainda levará tempo para o consumo voltar aos patamares de antes da crise. Nos últimos dois anos e meio, houve uma redução de R$ 79,7 bilhões no consumo, segundo cálculos da consultoria Tendências. Nesse período, as famílias mudaram o padrão de consumo para economizar. Das despesas do dia a dia, com alimentos e itens de higiene e limpeza, à aquisição de bens de maior valor, como eletrodomésticos e veículos, por exemplo, o brasileiro optou por produtos mais baratos e até usados.
Pesquisa da consultoria Nielsen, que visita quinzenalmente 8,5 mil domicílios no País para radiografar o consumo de uma cesta com 150 categorias de produtos, aponta que o volume de vendas dessa cesta caiu 5,7% no ano passado. Foi a maior retração em 20 anos. “Batemos no fundo do poço”, diz Margareth Utimura, líder da indústria de higiene e beleza da Nielsen.
No primeiro semestre deste ano, a queda foi ligeiramente menor, de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2016. “Este ano deve ser um pouco melhor e esperamos fechar 2018 com estabilidade”, prevê Margareth.
Ciclo. Apesar de toda a ginástica para manter o padrão de compras, economistas concordam que o caminho será longo para recuperar as perdas. “Vai levar tempo para as famílias voltarem ao patamar de compras do período anterior à recessão. Isso deve ocorrer só em 2020”, afirma Bruno Levy, economista da Tendências.
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, tem posição parecida. “A perspectiva é esse padrão de consumo voltar após 2019”, diz.
Nas contas de Levy, entre o quarto trimestre de 2014, o último ano em que houve crescimento do PIB, até o segundo trimestre deste ano, o consumo das famílias caiu 8,3%, descontada a inflação. Para este ano e o próximo, o economista projeta crescimento do consumo das famílias de 0,7% e 2,1%, respectivamente.
Mesmo com o avanço esperado para dois anos seguidos, ele diz que, ao final de 2018, o consumo das famílias estará ainda 6,6% abaixo do registrado no final de 2014. “O ritmo de recuperação é lento, mas sustentável”, pondera Levy.
Entre os fatores que garantem essa recuperação estão a queda da inflação – em 12 meses até agosto o IPCA está em 2,46% – e o crescimento da renda dos trabalhadores – que, em 12 meses até julho, avançou 1,4%. A MB destaca também a expressiva redução do endividamento das famílias e do nível de comprometimento da renda ao final do primeiro semestre como elementos que favorecem o aumento do consumo.
O comprometimento dos pagamentos com dívidas sobre a renda total, que era de 42% em junho de 2015, encerrou o primeiro semestre deste ano em 21,1%.
Fonte: O Estadão

Inflação cai em agosto e acumulado do ano é o menor desde 1994

Acumulado no ano foi de 1,62%, menor índice para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real (1994)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,19% no mês de agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para os meses de agosto, foi a menor variação desde 2010 (0,04%). Em agosto de 2016, o índice havia registrado variação de 0,44%.
No ano, o acumulado foi de 1,62%, bem abaixo dos 5,42% registrados em agosto de 2016. Este foi o menor acumulado no ano para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real (1994).
O acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA desacelerou para 2,46%, resultado inferior aos 2,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esta foi a menor variação acumulada em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%). O índice está abaixo do piso da meta de inflação estipulada pelo governo, que é de 3% ao ano (1,5 ponto percentual abaixo do centro da meta, que é de 4,5% ao ano).
ESPECIAL: O QUE É INFLAÇÃO
Alta dos combustíveis
O maior impacto no sentido da alta da inflação veio do grupo transportes (1,53%), com destaque para os combustíveis (6,67%), em especial para o litro do etanol que ficou, em média, 5,71% mais caro. Já a gasolina subiu 7,19%, em razão do aumento na alíquota do PIS/Cofins, em vigor desde julho, e da política de reajustes de preços dos combustíveis. Dentro do período de coleta do IPCA de agosto, segundo o IBGE, foram anunciados 19 reajustes de preços da gasolina.
O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, destacou que em agosto o aumento nos transportes foi compensado pela queda no grupo alimentos, mas, de forma geral os alimentos têm contribuído para reduzir o ritmo da inflação em 2017. “Temos tido inflação, os preços estão subindo, mas em ritmo menor do que no ano passado, explica.
“Não fosse a alta dos transportes, o índice [geral] certamente teria sido mais baixo. Assim como se não fosse a queda dos alimentos, o índice teria sido mais alto”, diz.
Questionado se a demanda está impactando a inflação, Gonçalves disse que é preciso aguardar mais para avaliar. Ele apontou que houve melhora no mercado de trabalho, na renda e no acesso ao crédito, mas que ainda não se pode aferir se houve impacto direto no consumo.
“A gente tem que verificar como as famílias estão se comportando, para saber se elas estão consumindo ou se estão poupando”, pondera.
Queda nos alimentos, celular e passagem aérea
Pelo quarto mês consecutivo, o grupo dos alimentos teve queda (-1,07%). O IBGE avalia que o início da colheita recorde da safra agrícola deste ano provocou a queda nos preços dos principais alimentos consumidos pelas famílias brasileiras.
A inflação para o grupo de alimentação e bebidas teve o menor resultado (-1,07%) desde agosto de 1998, quando foi de -1,20, considerando apenas os meses de agosto.
Os alimentos para consumo em casa recuaram 1,84%, após a queda de 0,81% de julho. Os destaques foram: feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%), frutas (-2,57%) e carnes (-1,75%). Entre maio e agosto, a redução no preço dos alimentos foi de 2,37%, segundo o IBGE.
Todas as regiões pesquisadas tiveram queda nos alimentos em agosto: de -2,75% em Goiânia até -1,16% em Fortaleza.
Já a alimentação fora, que havia ficado 0,15% mais cara em julho, subiu 0,35% em agosto. Com exceção das regiões metropolitanas de Belém (-0,79%) e de Curitiba (-0,54%), as demais tiveram variações positivas entre 0,03% (Belo Horizonte) e 2,49% (Salvador).
No grupo comunicação (-0,56%), o destaque ficou com as contas de telefone celular que ficaram, em média, 1,57% mais baratas. Já no grupo dos transportes, o destaque ficou com as passagens aéreas, que tiveram o maior recuo entre todos os itens pesquisados pelo IBGE: -15,16%.
Alta na conta de luz
Apesar de ter menor impacto no IPCA, a energia elétrica avançou no mês de agosto em 1,97%, assim como a taxa de água e esgoto (1,78%). Na energia elétrica, houve altas na maioria das regiões pesquisadas, principalmente, pela entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha, desde 1º de agosto, representando uma cobrança adicional de R$ 0,03 por Kwh consumido.
Outro destaque de alta ficou com o grupo saúde e cuidados pessoais (0,41%), pucado pelos planos de saúde, com variação de 1,07%. Já o grupo educação, com alta de 0,24%, refletiu a realidade dos preços praticados no segundo semestre do ano letivo nos cursos regulares (0,09%) e cursos diversos, como informática e idiomas (0,87%).
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de -0,03% em agosto, ficando abaixo da taxa de 0,17% de julho. No ano, o acumulado é de 1,27%, bem abaixo dos 6,09% registrados em igual período do ano passado. Considerando-se os últimos 12 meses, o índice caiu para 1,73%, ficando abaixo dos 2,08% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2016, o INPC registrou 0,31%.
Fonte: G1

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