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Cartão de crédito é mais usado para comprar comida e remédio, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros usa  o cartão de crédito em supermercados (62%) e em farmácias (49%), segundo o indicador de uso do crédito do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). A terceira maior utilização é para abastecer o veículos (30%), seguido da aquisição de roupas, calçados e acessórios (29%), idas a bares e restaurantes (28%) e recargas para celular pré-pago (20%).
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, informou, por meio de nota, que as compras em supermercados são principalmente de mantimentos. Kawauti fez um alerta para que o consumir fique atento, a fim de evitar juros elevados.
“Independentemente do tipo de aquisição, o cartão pode ser um aliado do orçamento e não, necessariamente, um vilão. Tudo depende da maturidade e do grau de organização do seu usuário. Se ele não pagar a fatura integral e acabar optando pelo rotativo ou parcelamento, vai arcar com uma taxa de juros que pode chegar até a 500%, em média”.
O valor médio das faturas em julho atingiu R$ 883 e mais de um terço dos consumidores (39%) gastaram mais nesse período. Um total de 33% dos consultados declararam ter mantido o valor estável e apenas 24% indicaram uma redução.
O levantamento indicou comportamento mais seletivo dos estabelecimentos comerciais, porque, em 61% dos casos em que o consumidor tentou fazer compras parceladas, o acesso foi negado. Entre os principais motivos, estão a inadimplência (9%), renda insuficiente (3%) e falta de comprovante de renda (3%).
Ainda assim, as compras parceladas foram feitas principalmente por cartão de crédito (37%), seguido pelo sistema do cartão de lojas (13%). Entre os consultados, 6% citaram ter entrado no limite do cheque especial. Outros 4% indicaram ter feito empréstimos, e o mesmo percentual informou ter recorrido a financiamentos (4%). Mais da metade das pessoas sondadas (58%) disseram que não fizeram compras e nem empréstimos neste período.
Para 40% dos entrevistados, está difícil ou muito difícil conseguir empréstimos e financiamentos. Apenas 18% avaliaram ser fácil ou muito fácil, sendo que 21% ficaram neutros. Entre os que obtiveram empréstimos, 34% admitiram ter atrasado parcelas em algum momento e 19% contaram que estão com parcelas pendentes de pagamento.
Fonte: Agência Brasil

Claro é a empresa privada que mais deve receber da União por serviços de TI no ano

União tem empenhado o gasto de R$ 176 milhões. As estatais Serpro e Dataprev vão receber quase dez vezes mais.
A União tem um orçamento de R$ 5,5 bilhões para gastar com tecnologia da informação (TI) neste ano. Do total, já empenhou R$ 4,36 bilhões. E dentro desses valores, seus principais fornecedores serão o Serpro, a Dataprev (ambos estatais), e a Claro.
Mas ainda não se sabe de o governo vai de fato gastar o dinheiro previsto no orçamento. Isso porque, além de o valor empenhado já ser mais baixo que o do orçamento, o dinheiro gasto é apenas uma fração do total. Até o momento, R$ 860 milhões foram efetivamente pagos aos fornecedores.
Quanto cada empresa recebeu
A diferença entre os valores, no entanto, são gigantescas. O Serpro deve receber este ano R$ 1,17 bilhão. A Dataprev, quase metade disso, ou R$ 546 milhões. A Claro, por sua vez, tem contratos de R$ 176,74 milhões.
No ranking de órgãos, o Ministério da Fazenda se destaca como o que mais gastou com TI, com registro de mais de R$ 2,2 bilhões em 2017. Atrás dele, está o Ministério da Saúde, com R$ 557,6 milhões, aproximadamente, seguido do Ministério da Educação, com um gasto de cerca de R$ 547,3 milhões.
Os números fazem parte do Painel Gastos de TI, uma ferramenta de transparência lançada hoje, 05, pela Controladoria-Geral da União (CGU). O Painel consolida mais de R$ 24 bilhões empenhados pelos órgãos e entidades do Governo Federal desde 2014.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por exemplo, prevê orçamento de R$ 141,4 milhões neste ano. Até agora, gasto R$ 9,32 milhões, e empenhou R$ 87,3 milhões. Ano passado, o orçamento era de R$ 132 milhões, dos quais R$ 50,7 milhões foram gastos e R$ 116 milhões empenhados.
A Claro é a maior fornecedora para o MCTIC, com contratos de R$ 15,43 milhões neste ano. Em seguida vêm CTIS (R$ 13,23 milhões) e Central IT (R$ 12,7 milhões).
Fonte: TeleSíntese

Copom se reúne nesta quarta, e analistas preveem que juro deve cair para 8,25%

Com o nível de atividade ainda se recuperando, expectativa é que BC baixe taxa Selic a menor patamar dos últimos 4 anos. Com medida, rendimento da poupança deve cair a partir desta quinta
Com a economia ainda em recuperação e a inflação atingindo níveis cada vez mais baixos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta-feira (6) para definir a taxa básica de juros da economia. A expectativa dos analistas é que a Selic será reduzida dos atuais 9,25% para 8,25% ao ano.
>> Entenda mais abaixo como a medida afeta o rendimento da poupança
A decisão do BC será anunciada por volta das 18h desta quarta, após o fechamento do mercado financeiro. A expectativa da maior parte dos analistas dos bancos consta de pesquisa realizada na semana passasda pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
Se confirmada essa previsão, será o oitavo corte consecutivo na Selic, o que levará a taxa ao menor patamar desde julho de 2013.
A estimativa dos analistas é que o juro continue a recuar nos próximos meses, chegando a 7,25% ao final deste ano, mas avançando para 7,5% em 2018.
 
Sistema de metas
A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2017 e para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, de modo que o IPCA pode variar sem o objetivo ser formalmente descumprido.
Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito freiar o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.
Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo agora.
Em razão do fraco nível de atividade, a inflação tem registrados níveis mais baixos neste ano. De janeiro a julho, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 1,43%, bem abaixo dos 4,96% registrados em igual período do ano passado.
Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 3,38%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.
Rendimento da poupança
Com o recuo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança também deve ficar menor a partir desta quinta (7).
Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança quando a Selic ficar abaixo de 8,5%.
Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.
Se o juro básico da economia recuar para 8,25% ao ano, a partir desta quinta a regra de corte de rendimentos começaria a valer e a correção da poupança passaria a ser de 70% desse valor - o equivalente a 5,77%, mais Taxa Referencial.
O rendimento da poupança pode ficar ainda menor caso o Copom promova novos cortes na Selic nos próximos meses - analistas consultados pelo BC estimam que os juros básicos terminem 2017 em 7,25% ao ano.
No fim do ano passado, dado mais recente, o país tinha mais de 148 milhões de contas poupança ativas, que concentravam R$ 658 bilhões. Em julho deste ano, o valor já havia subido para R$ 681 bilhões.
Por que a regra mudou?
Desde 1991, a poupança rende, ao menos, 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial, com exceção de um período entre maio de 2012 e julho de 2013, quando os juros básicos da economia também ficaram abaixo de 8,5% ao ano.
A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores.
Se isso acontecesse, um dos prejudicados seria o governo, que teria dificuldades para fazer a chamada "rolagem" da dívida pública, ou seja, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para pagar os papéis que estão vencendo.
Com rendimento maior, a poupança poderia atrair os recursos de grandes investidores, que deixariam de comprar os títulos públicos.
Fonte: G1

Acesso à internet está presente em 54% das casas do Brasil, diz pesquisa

Acesso à internet está presente em 54% das casas do Brasil, diz pesquisa
Número representa avanço em relação ao estudo realizado pelo CGI no ano passado.
O acesso à internet teve crescimento no Brasil entre os anos de 2015 e 2016, conforme revela pesquisa TIC Domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI). O estudo mostra que 54% dos domicílios do País (36,7 milhões de lares) tinham alguma conexão à internet no ano passado, o que representa um avanço frente aos 51% do ano anterior.
A banda larga fixa é o tipo de conexão mais popular, com um total de 23 milhões de residências conectadas. Em seguida vem a banda larga móvel, com 9,3 milhões, e o acesso apenas por meio de celulares, com 4,4 milhões.
O acesso por celulares tem mostrado o maior avanço, segundo a pesquisa. A proporção de domicílios com acesso à internet, mas sem computador, dobrou em dois anos, passando de 7% em 2014 para 14% em 2016.
Apenas 37% dos pais se preocupam com os riscos que os filhos correm na internet
Entre os usuários de internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado: 86% dos usuários afirmam utilizar a rede sem fio, enquanto 70% utilizam a rede 3G ou 4G.
O estudo também revela desigualdade de acesso à internet entre as classes sociais. Apenas 23% dos domicílios das classes D e E estão conectados, enquanto em áreas rurais esta proporção é de 26%. O acesso está mais presente em domicílios de áreas urbanas (59%), e nas classes A (98%) e B (91%).
De acordo com 26% dos domicílios desconectados, o motivo para a falta de acesso é o preço considerado elevado do serviço, enquanto apenas 18% mencionam falta de interesse.
Fonte: IPNews

Metade das mulheres perde emprego após licença-maternidade

Metade das mulheres que tiram licença-maternidade não está mais no emprego um ano após o início do benefício. É o que mostra estudo da FGV EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas).
 "Fizemos uma trajetória do emprego entre as mulheres de 25 a 35 anos que tiraram licença-maternidade entre 2009 e 2012 e constatamos que, um ano após o início da licença, 48% delas estavam fora do mercado de trabalho", diz a professora da FGV EPGE Cecilia Machado, autora de estudo sobre o tema com Valdemar Neto, aluno de doutorado da instituição.
 No total 247,5 mil mulheres tiraram licença-maternidade no período. Desse grupo, 5% tiveram o desligamento do emprego no quinto mês após a licença, e 15%, no sexto.
 Após quatro meses de licença, as mães têm direito a um mês de estabilidade no emprego, o que pode explicar o baixo percentual de desligamento no quinto.
 Segundo a professora, até o quinto mês a iniciativa para a saída do emprego é da trabalhadora. A partir do sexto mês, o principal motivo é a dispensa sem justa causa por iniciativa do empregador.
 "Não significa que todas essas mulheres estão sendo demitidas devido à licença-maternidade. Pode ter também um percentual de trabalhadoras que fizeram acordo para terem acesso à seguridade social, como o FGTS".
 Ela lembra que em muitos casos as mulheres não retornam às suas atividades porque não têm com quem deixar os filhos pequenos.
 O percentual próximo a 50% de mulheres que ficam sem emprego após a licença-maternidade se mantém estável quando se olha para dois e três anos do início do benefício.
 A pesquisa mostra ainda que a queda no emprego é menor para quem tem mais escolaridade. A taxa de desligamento após a licença para mulheres com mais que o ensino médio é de 35%.
 
"Duas forças podem explicar isso. A primeira é que o investimento que a firma faz em trabalhadoras mais qualificadas é maior e a empresa não quer perder isso", diz Machado. Consequentemente, a mãe, com salário mais alto, consegue delegar os cuidados com a criança.
 Fonte: Folha de SP

Trabalhadores de Rede aprovam Aditivo 2017

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Após reunião entre o SINTTEL-GO e o sindicato patronal, foi apresentado aos trabalhadores de Rede o Aditivo 2017 à Convenção Coletiva de Trabalho Vigência 2016/2018. A categoria aprovou 3,99% de reajuste nos salários e piso, exceto para aprendizes e trainee que recebem salário mínimo e acompanham reajuste do mesmo. O mesmo reajuste também será aplicado no vale alimentação ou vale refeição, de acordo com a opção do trabalhador, o reajuste não vale para cesta básica. Também foi reajustado para 3,99% o seguro de vida.

Inflação cai em agosto e acumulado do ano é o menor desde 1994

Acumulado no ano foi de 1,62%, menor índice para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real (1994)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,19% no mês de agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para os meses de agosto, foi a menor variação desde 2010 (0,04%). Em agosto de 2016, o índice havia registrado variação de 0,44%.
No ano, o acumulado foi de 1,62%, bem abaixo dos 5,42% registrados em agosto de 2016. Este foi o menor acumulado no ano para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real (1994).
O acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA desacelerou para 2,46%, resultado inferior aos 2,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esta foi a menor variação acumulada em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%). O índice está abaixo do piso da meta de inflação estipulada pelo governo, que é de 3% ao ano (1,5 ponto percentual abaixo do centro da meta, que é de 4,5% ao ano).
ESPECIAL: O QUE É INFLAÇÃO
Alta dos combustíveis
O maior impacto no sentido da alta da inflação veio do grupo transportes (1,53%), com destaque para os combustíveis (6,67%), em especial para o litro do etanol que ficou, em média, 5,71% mais caro. Já a gasolina subiu 7,19%, em razão do aumento na alíquota do PIS/Cofins, em vigor desde julho, e da política de reajustes de preços dos combustíveis. Dentro do período de coleta do IPCA de agosto, segundo o IBGE, foram anunciados 19 reajustes de preços da gasolina.
O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, destacou que em agosto o aumento nos transportes foi compensado pela queda no grupo alimentos, mas, de forma geral os alimentos têm contribuído para reduzir o ritmo da inflação em 2017. “Temos tido inflação, os preços estão subindo, mas em ritmo menor do que no ano passado, explica.
“Não fosse a alta dos transportes, o índice [geral] certamente teria sido mais baixo. Assim como se não fosse a queda dos alimentos, o índice teria sido mais alto”, diz.
Questionado se a demanda está impactando a inflação, Gonçalves disse que é preciso aguardar mais para avaliar. Ele apontou que houve melhora no mercado de trabalho, na renda e no acesso ao crédito, mas que ainda não se pode aferir se houve impacto direto no consumo.
“A gente tem que verificar como as famílias estão se comportando, para saber se elas estão consumindo ou se estão poupando”, pondera.
Queda nos alimentos, celular e passagem aérea
Pelo quarto mês consecutivo, o grupo dos alimentos teve queda (-1,07%). O IBGE avalia que o início da colheita recorde da safra agrícola deste ano provocou a queda nos preços dos principais alimentos consumidos pelas famílias brasileiras.
A inflação para o grupo de alimentação e bebidas teve o menor resultado (-1,07%) desde agosto de 1998, quando foi de -1,20, considerando apenas os meses de agosto.
Os alimentos para consumo em casa recuaram 1,84%, após a queda de 0,81% de julho. Os destaques foram: feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%), frutas (-2,57%) e carnes (-1,75%). Entre maio e agosto, a redução no preço dos alimentos foi de 2,37%, segundo o IBGE.
Todas as regiões pesquisadas tiveram queda nos alimentos em agosto: de -2,75% em Goiânia até -1,16% em Fortaleza.
Já a alimentação fora, que havia ficado 0,15% mais cara em julho, subiu 0,35% em agosto. Com exceção das regiões metropolitanas de Belém (-0,79%) e de Curitiba (-0,54%), as demais tiveram variações positivas entre 0,03% (Belo Horizonte) e 2,49% (Salvador).
No grupo comunicação (-0,56%), o destaque ficou com as contas de telefone celular que ficaram, em média, 1,57% mais baratas. Já no grupo dos transportes, o destaque ficou com as passagens aéreas, que tiveram o maior recuo entre todos os itens pesquisados pelo IBGE: -15,16%.
Alta na conta de luz
Apesar de ter menor impacto no IPCA, a energia elétrica avançou no mês de agosto em 1,97%, assim como a taxa de água e esgoto (1,78%). Na energia elétrica, houve altas na maioria das regiões pesquisadas, principalmente, pela entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha, desde 1º de agosto, representando uma cobrança adicional de R$ 0,03 por Kwh consumido.
Outro destaque de alta ficou com o grupo saúde e cuidados pessoais (0,41%), pucado pelos planos de saúde, com variação de 1,07%. Já o grupo educação, com alta de 0,24%, refletiu a realidade dos preços praticados no segundo semestre do ano letivo nos cursos regulares (0,09%) e cursos diversos, como informática e idiomas (0,87%).
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de -0,03% em agosto, ficando abaixo da taxa de 0,17% de julho. No ano, o acumulado é de 1,27%, bem abaixo dos 6,09% registrados em igual período do ano passado. Considerando-se os últimos 12 meses, o índice caiu para 1,73%, ficando abaixo dos 2,08% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2016, o INPC registrou 0,31%.
Fonte: G1

Rendimento da poupança deve ficar menor a partir da próxima quinta-feira

Queda da Selic deve reduzir rentabilidade para 5,77% ao ano mais a TR
Por muito tempo, a poupança foi uma forma de aplicação que não permitia ganhos reais, ou seja, não superava a inflação. Mas, desde que o Banco Central iniciou a política de corte de juros, a caderneta passou a ser uma aplicação atrativa. Os poupadores, no entanto, precisam ficar atentos. A partir da próxima quinta-feira (7/9), as regras de rentabilidade do investimento devem mudar, com a esperada queda da taxa básica de juros (Selic), pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Com a alteração, o rendimento será de 70% da Selic mais a taxa referencial (TR), e isso resultará numa diminuição dos ganhos.

Essa mudança na fórmula de cálculo da caderneta — decidida em 2012, durante o governo Dilma Rousseff — ocorre toda vez que a taxa básica fica igual ou menor que 8,5% ao ano. O objetivo da alteração é estimular o investimento em fundos, principais financiadores da dívida pública. Por enquanto, a taxa está em 9,25% ao ano, mas a expectativa do mercado é de que caia um ponto percentual, para 8,25% anuais.

Pela regra vigente, a poupança rende 0,5% ao mês — 6,17% ao ano —mais a taxa de referência (TR). Caso se confirme a queda da Selic para 8,25%, o rendimento da caderneta vai cair para 5,77% ao ano mais a TR. E a expectativa é de que piore até o fim do ano, já que novas quedas da taxa básica são esperadas. O mercado aposta que a Selic termine 2017 em 7,25% ao ano, o que reduziria o ganho anual da poupança a 5,07% mais a TR.

Competitividade
Apesar da perda de rentabilidade, a poupança se mostra competitiva em relação a vários fundos de investimentos. Entre as vantagens da caderneta estão a isenção de pagamento de Imposto de Renda sobre ganhos e a inexistência de cobrança de taxa de administração que, em outros investimentos, come boa parte do dinheiro ganho. Segundo Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, cabe ao investidor fazer as contas e comparar com o ganho da caderneta. Se o rendimento líquido dos fundos for menor, a poupança se torna um investimento melhor.

Em outubro de 2016, a caderneta passou a render mais que a inflação, depois de 21 meses de perda real. De lá para cá, a aplicação ficou cada vez mais atrativa com a queda do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). De janeiro a junho deste ano, o indicador ficou em 1,18% e a expectativa é de que termine o ano em 3,45%.

“Podemos colocar um Imposto de Renda médio de 20%, além disso, muitos cobram taxas de administração altíssimas. Quando fecha a conta, vai ver que a inflação baixa permite que a poupança tenha um ganho mais positivo. O contrário também vale. A poupança perde a atratividade quando a inflação dispara”, diz Rocha.

O advogado João Batista, 55 anos, investe em fundos DI e sabe que a rentabilidade pode ficar menor que a da caderneta. Por enquanto, as aplicações dele apresentam resultados melhores, mas ele está de olho para não perder a melhor opção de investimento. “Eu procuro ter o melhor resultado sempre. Por enquanto, os fundos me dão rendimento líquido entre 0,66% e 0,7% ao mês, mas nunca se pode descartar outras aplicações”, afirma.

A poupança é o investimento mais conhecido dos brasileiros e considerado um dos mais fáceis para depósitos. Basta abrir uma conta no banco. Pela facilidade e competitividade, o investimento ganha força. Pedro Borges Neto, planejador financeiro da Planejar, afirma que, mesmo com a mudança nas regras, a rentabilidade pode ser maior que a dos fundos DI.

“Se pensarmos num fundo que tenha rendimento de 8,25% ao ano e cobre 2% de taxa de administração, o ganho diminui para 6,25%. Além disso, há a cobrança de impostos, diminuindo para menos que 5,77%, que é o que a poupança oferece”, exemplifica Neto.

Os fundos DI têm rendimento diário, ou seja, todo dia há mudança nos valores. O dinheiro na poupança só é reajustado no aniversário do mês. “Isso significa que, se a pessoa investir no dia 3 de setembro, só poderá resgatar com ganhos no dia 3 de outubro”, afirma Neto.
Acumulado
Os depósitos na poupança somaram R$ 683,2 bilhões no final de agosto. De janeiro a junho deste ano, o ganho real acumulado na aplicação foi o melhor em 11 anos. A rentabilidade neste período atingiu 4,25%, enquanto o IPCA foi de 1,43% no mesmo período.

A estudante de direito Patrícia Paiva, 20, está fazendo estágio num escritório de advocacia e recebe por volta de R$ 900 por mês. Desse dinheiro, ela separa entre R$ 300 e R$ 400 para guardar na poupança todo mês. “Eu juntei durante um ano e consegui comprar um carro. É complicado depender de transporte público. E, agora, meu próximo objetivo é comprar um apartamento”, afirma.

Patrícia diz que não sabe quais são os melhores investimentos, mas pretende pesquisar para conseguir ganhos maiores. Até que consiga fazer isso, deixa na poupança. “Assim, sei que não vou gastar. É uma forma de ter um dinheiro extra no futuro”, explica.
 
Guardar é preciso
Disciplina. Essa é a palavra-chave para quem quer começar a poupar, segundo o consultor financeiro da Libratta Rogério Olegário. Para ele, a principal regra que deve ser cumprida é “se pagar primeiro”, ou seja, quando a pessoa recebe a renda mensal, deve separar parte do valor para guardar, na poupança ou em outro investimento que tenha ganho real. “Não existe uma percentagem fixa, mas a retirada antes de iniciar os pagamentos do mês é fundamental. Se a pessoa deixar para o fim do mês, não vai sobrar”, destaca. Especialistas recomendam começar a poupar 10% da renda e, com o passar dos meses, tentar aumentar essa parcela.

Desde cedo, a estudante Júlia Pinheiro, 20 anos, aprendeu a economizar. Quando nasceu, o avô fez uma poupança e depositava, com ajuda dos pais, valores em datas festivas e quando podia. Ela nunca mexeu no dinheiro. Ao conseguir um estágio e ter renda própria, a estudante fez jus aos ensinamentos do avô e abriu a própria poupança. Deposita todos os meses mais da metade da bolsa que recebe.

“Eu tenho muito claro na minha cabeça que não vou mexer no dinheiro. O único objetivo é deixá-lo guardado, sem ter uma meta específica para a economia. Acho que é algo que as pessoas precisam aprender, porque acredito que há falta de educação financeira na sociedade. Muitas pessoas estão endividadas e, na minha opinião, isso é reflexo de uma falta de ensinamento do que fazer com os recursos financeiros desde criança”, avalia.
Lógica
A estudante opta por não esbanjar para fazer uma reserva. Segundo Júlia, é possível viver o mês sem usar o valor total do salário com a mesma qualidade de vida. “Eu janto fora, pago minha gasolina e faço as compras do dia a dia, mas nunca deixo que isso se sobressaia ao que preciso gastar”, destaca.

Especialistas afirmam que essa é a lógica para quem quer se preparar para o futuro. Eles ressaltam que o principal investimento que a pessoa pode fazer é mudar o próprio comportamento. Olegário, da Libratta, destaca que, depois de se controlar, a pessoa pode partir para aplicações financeiras. O primeiro passo, segundo ele, é se informar.

“Ninguém precisa ser um expert em economia e mercado, mas deve saber fazer as perguntas certas e chegar às respostas corretas. Sem conhecimento prévio, a pessoa não sai do lugar”, diz. “Além disso, é preciso entender que cada pessoa tem uma situação financeira diferente, com hábitos diferentes e objetivos diferentes. Um ativo financeiro é igual a um carro. Existem vários tipos, e cada um para um uso distinto que pode agradar a uns e não a outros. Então, é preciso entender o que é melhor para a pessoa, baseada no autoconhecimento e em objetivos a curto, médio e longo prazos”, completa o consultor.

Fernando Marcondes, planejador financeiro do Grupo GGR, defende que as pessoas precisam buscar opções que dão bons resultados. Na visão dele, não há um ativo específico que vai garantir bons resultados, como a poupança e os fundos de investimento, por exemplo.

“É preciso ter uma diversificação de aplicações em ações, renda fixa e multimercados. Temos que entender que os reajustes da mensalidade da escola, do plano de saúde e de outros gastos sobem mais que 6% ao ano. Cabe ao consumidor trabalhar para não perder o que tem de mais precioso: o poder de compra”, recomenda.  
Fonte: Correio Braziliense

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